O novo couro do mercado sustentável

Nesta semana, a estilista, londrina Stella McCartney apresentou a coleção de outono-inverno no Opera Garnier, em Paris. O desfile trouxe uma atmosfera sensual e requintada, com inspirações no contraste do campo e no urbano, recortes chamativos e uma matéria prima diferenciada.

A ESTILISTA
Entre o mundo das grifes e grandes monopólios da moda, Stella se destaca por ser a pioneira na moda ecológica. A filha de Paul McCartney, é pioneira na abordagem da sustentabilidade na moda. Colocando em prática suas crenças, ela desafiou um dos mais importantes glomerados fashion, o grupo Kering, responsável por marcas como a Gucci, e mostrou que é possível entregar ao consumidor uma peça com viés e responsabilidade social e desde a sua fabricação até a mensagem do produto.

Stella McCartney Paris -Inverno 2017  (Foto: FOTOSITE)

O COURO QUE REVOLUCIONARÁ O MERCADO

Em suas coleções é vedada a utilização de couro e pele de animal, a estilista optou pela lã e algodão. A coleção ecológica é conhecida como cruelty-frre e prega a substituição de itens extraídos da sacarificação direta de animais ou materiais de baixa biodegradação.

Alguns tecidos apresentam resistência para acompanhar este novo mercado, e a estilista percebeu que muitos dos apoiadores e consumidores substituem o tecido. Pensando no afastamento de novos adeptos e no estilo de suas coleções, Stella investe em suas coleções no couro cruelty-frre.

Stella McCartney Paris -Inverno 2017  (Foto: FOTOSITE)

Diferente de boa parte das marcas do mundo da moda, ao invés de substituir couro e pele por qualquer outro tecido do mercado ela aposta em versões próprias destes materiais sem perder. sua identidade. No pré-desfile de 2015, ela inventou a pele fake (também conhecida como “fur-free fur”), agora, no inverno 2017 chegou a hora de colocar no mercado o couro livre de pele animal e grandes poluentes.

A pele fake de Stella foi um sucesso e o couro livre de exploração animal tem tudo para conquistar o estilo de diversos consumidores. É necessário que a alta-costura tenha representantes ligados à ecologia para que outra grifes receba a mensagem do novo consumo. A transformação ainda percorrerá em um bom período de tempo, mas cada vez mais cresce o número de consumidores interessados na roupa e a sua função social.

One reply on “O novo couro do mercado sustentável

  • Roberta

    Adorei a materia, sou super a favor do não uso de couros e peles. Como arquiteta e design, sinto grande dificuldades em ter variedades de tecidos sustentáveis para ser aplicado na decoração. Espero que isso mude logo!!

    Responder

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.