Crochê muda a vida de presidiários

Quem imaginaria o poder do crochê? Há séculos essa técnica foi desenvolvida, não se sabe muito bem por quem. No entanto, ela nunca foi mais útil para a vida das pessoas quanto têm sido dentro das penitenciárias.

O nome do projeto que está fazendo sucesso até nas passarelas no SPFW é Ponto Firme, e foi originado por Gustavo Silvestre, renomado estilista pernambucano que resolveu ensinar os detentos na penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos - SP.

Imagem: TRIP

O curso tem duração de 72 horas e é dividido em diversas aulas, com intuito de ensinar tudo aos detentos, desde a história do crochê até as técnicas mais difíceis. Na verdade, o intuito maior do projeto é mostrar a esses homens que eles podem aprender um novo ofício, mas principalmente, mudar de vida.

A cada doze horas de colaboração de um detento trabalhando com crochê, um dia de sua pena é reduzido, portanto, o projeto também está ligado aos objetivos dos indivíduos, sendo o principal, deixar a cadeia.

O estilista Gustavo Silvestre afirma que já ensinou de tudo aos detentos. Começaram com tapetes para banheiros, e hoje, sozinhos, eles já produzem peças dignas de exposição, sendo assim, foi organizada em Pinheiros uma mostra para expor todas as peças feitas pelos detentos.

Imagem: Rafael Chacon (UOL - FFW)

O projeto Ponto Firme, que já tem dois anos completos faz tanto sucesso que agora ganhou espaço na passarela do São Paulo Fashion Week. Uma empresa que tem parceria com o criador do projeto doou os fios, e então os detentos puderam produzir 44 peças que estiveram na passarela do último desfile.

A triste notícia é que como não podem deixar a prisão, não puderam comparecer ao evento. Mas, Gustavo Silvestre se certificou de preparar um desfile exclusivo, dentro da penitenciária, para que os detentos pudessem ver como seu trabalho seria mostrado para a multidão.

Quem diria que o crochê poderia impactar tanto a vida de alguém, não é mesmo?

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