Jóias de lixo eletrônico

Você já pensou em usar pulseiras e colares feitos a partir do lixo eletrônico? Cabos de carregador, placas de celular, plugs e muitas outras "sucatas". É isso que sugere a designer Fernanda Nicolini, de 35 anos que mora no Rio de Janeiro. A ideia causa estranheza a princípio, mas essa matéria-prima peculiar rendeu lindas peças para a coleção de Fernanda.

Em 2015, a designer se viu diante de uma situação difícil. Ela teria que criar um produto, não necessariamente uma jóia, mas que envolvesse sustentabilidade e que pudesse ser comercializado. Mas, você deve estar se perguntando como ela teve a ideia de usar lixo eletrônico como material base, não é mesmo?

Imagem: Catraca Livre

Fernanda Nicolini escolheu esse material justamente porque ninguém sabe o que fazer para reciclar lixo eletrônico. Essa prática existe no Brasil , é verdade, mas ainda em poucos lugares e é pouco conhecida, tanto que se um cliente entra em contato com uma empresa querendo saber o que fazer para devolver algum tipo de peça, não existe ninguém capaz de dar uma informação completa.

A princípio essa invenção partiu de um trabalho de conclusão de curso, mas fez tanto sucesso que a designer resolveu começar sua própria marca, que chamou de Odyssee. A proposta continua sendo a mesma: produzir e comercializar jóias sustentáveis.

Imagem: Catraca Livre

E como Fernanda descobriu que nem as próprias empresas sabem o que fazer para que seus clientes devolvam os produtos caso queiram, ela decidiu mudar esse cenário. Na Odyssee o cliente pode não só devolver a sua peça, mas se julgar necessário que ela seja refeita, não haverá nenhuma taxa envolvida no processo.

Também existe a opção de acrescentar outros materiais à jóia, e então, a designer cobra um valor equivalente à 40% do preço total da pulseira, colar, brinco etc. Com isso, podemos concluir que boas ideias surgem todos os dias, mesmo que a partir do lixo! Talvez aquele carregador ou fone de ouvido que você joga fora não seja tão inútil assim.

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