Marca famosa é descoberta usando mão de obra escrava

Todo mundo sabe que a exploração do trabalho existe desde os primórdios da sociedade. Mas, infelizmente ela perdura ate os dias de hoje, e o mundo da moda é um no dos quais mais aparecem notícias acusando grandes empresas e grifes de utilizar mão de obra escrava.

Na semana passada, dia 19 de dezembro de 2017, foi descoberto que a grife Animale, muito prestigiada no estado de São Paulo, e que vende roupas por todo país, foi descoberta por fiscais mantendo bolivianos em um regime de total exploração do trabalho.

Imagem: Daniele Leite

Na capital existem três lojas oficiais da marca, fora outras lojas autorizadas a vender peças da grife. No entanto, fiscais descobriram que essas peças eram costuradas em oficinas na cidade de São Paulo, onde havia somente dez funcionários bolivianos que trabalhavam desde as sete da manhã, até as dez da noite.

Além disso, o local de trabalho era o mesmo da moradia, não havendo separação entre os ambientes, o que é extremamente prejudicial para a qualidade de vida das pessoas. Fora a intensa jornada de trabalho, os bolivianos recebiam apenas uma refeição por dia.

Fiscais também analisaram o quanto cada trabalhador ganhava pela produção de uma peça. Foi estimado que para produzir uma peça que custa quase R$ 700, os funcionários recebem R$ 5.

Imagem: Rede Brasil

Ao todo, foram contabilizadas três oficinas nas quais os trabalhadores eram mantidos nessas condições. Os administradores faziam contato com eles via whatsapp, e a subordinação era muito clara segundo pesquisas da ong Repórter Brasil, que teve acesso às conversas.

Essa não é a única marca no Brasil a utilizar esse tipo de trabalho. Marcas como Zara e até a internacional Nike contribuem com esse cenário que envergonha cada vez mais o país e o mundo.

 

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