Moda francesa e o fim da magreza excessiva nas passarelas

Você que gosta de moda, e mesmo quem não gosta, com certeza já ouviu falar de grandes marcas como Dior, Gucci, YSL, Givenchy etc. Todas essas marcas citadas anteriormente pertencem às empresas LVMH e Kering, ambas francesas.

O fim da magreza excessiva

E os chefões dessas empresas anunciaram recentemente, que não irão mais expor modelos esqueléticas em seus desfiles, visto que isso tem criado muita polêmica em cima do fato de que a moda, influencia principalmente às meninas, a desenvolverem transtornos alimentares.

Imagem: O Globo

Essa decisão foi tomada antes do início da Semana de Moda em Paris, que acontece até o dia 3 de outubro desse ano. Isso fez com que as pessoas vissem menos modelos excessivamente magras nas passarelas, dessa vez.

Além disso tudo, também ficou proibido contratar modelos menores de 16 anos, para que estas trabalhem e sejam expostas como mulheres maiores de idade, o que acontecia muito, há várias décadas. Isso também quer dizer que os tamanhos das roupas serão alterados.

O 34 na França corresponde ao tamanho 36 no Brasil, e agora, as marcas francesas estão proibidas de confeccionar tamanhos menores que esse para mulheres, e para os homens, nada menor do que o tamanho 44. Espera-se a partir dessa medida, que as pessoas parem de tentar emagrecer a todo custo, para caberem nos menores tamanhos de roupa das grandes marcas.

Imagem: O Globo

E acredite, elas fazem isso! Muitos especialistas da moda, desde sempre, dizem que uma roupa fica melhor em uma mulher que é magra e alta. Essa cultura foi tão disseminada ao longo dos anos, pelas revistas fashion e depois pelas redes sociais, que as pessoas passaram a interpretar magreza como sinônimo de beleza e felicidade.

E entre as modelos esse quadro é muito comum. Meninas magras que se alimentam mal para caberem nas roupas é o que mais se encontra nos bastidores por aí. Isso fez com que algumas das grandes marcas adquirisse uma política mais rígida na contratação de um modelo, como o fato de exigirem um atestado médico, alegando que está tudo ok com a saúde do modelo, por exemplo.

Projetos assim, fazem com que a luta contra transtornos alimentares sejam combatidos aos poucos, e que o índice de morte e depressão causadas por esse tipo de doença desapareça pouco a pouco.

Jornalista, do Vale do Paraíba para a Grande São Paulo. Apaixonada por moda. Acredito que moda, e a expressividade, andam juntas e podem dar voz àqueles que não têm.

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